Violência contra a mulher se combate todos os dias, diz Dharleng Campos

Violência contra a mulher se combate todos os dias, diz Dharleng Campos

Vereadora é procuradora da mulher na Câmara Municipal

Por Redação/Assessoria 28/07/2018 - 15:18 hs
Foto: Reprodução
Violência contra a mulher se combate todos os dias, diz Dharleng Campos
Vereadora Dharleng Campos (PP)

A vereadora Dharleng Campos, do Progressistas, volta a reforçar que o poder executivo (prefeituras e governo), precisa investir em políticas públicas para dar fim à violência contra as mulheres. Dharleng é Procuradora da Mulher na Câmara Municipal de Campo Grande e tem uma agenda de trabalho pautada na conscientização das mulheres sobre esse tema. “Estamos vivendo um momento em que as mulheres precisam do apoio do poder público para ficar fora das estatísticas de violência. É inaceitável que em pleno ano de 2018 tenhamos casos absurdos de violência contra as mulheres”, ressalta a parlamentar.

Dados do início do ano passado, colocaram Mato Grosso do Sul como o 2º no ranking nacional de processos de violência contra a mulher. Já em outubro do mesmo ano, o Estado já ocupava a primeira posição com maior taxa de estupro e violência contra mulher do país, apontava um novo estudo. “Os números são desesperadores. Como vamos ter uma sociedade digna, mães, tias, irmãs, avós, filhas, todas com uma perspectiva de vida baseada num futuro de sucesso se dentro de casa elas estão sofrendo com tudo quanto é tipo de agressão? É lamentável e só vamos mudar isso com muita conscientização, mobilização social e compromisso dos governantes”, afirma a vereadora Dharleng Campos.

Os casos são muitos e não é somente cidadãos comuns que agridem mulheres. Há relatos de autoridades inclusas em registro e alguns casos são noticiados pela imprensa. Mas as práticas absurdas são homem que chega em casa embriagado e agride a esposa e filhos, companheiros que não aceitam o fim do relacionamento, homens desconfiados que agridem verbalmente e fazem ameaças, companheiro que coloca fogo na casa da ex-companheira com ela e os filhos dentro do imóvel, companheiros que não trabalham e mantém a esposa em regime de escravidão para que ela trabalhe e lhe dê todo o dinheiro, descasos de mulheres sem condições mínimas de sobrevivência, enfim, os casos são infinitos, e o mais grave recentemente foi o do jovem casal onde o homem espancou a esposa em vários momentos, e depois foi acusado pela polícia de ter jogado a jovem da janela do apartamento. “Lamentável que tenhamos que ver cenas como essas, diz a vereadora”.

“Precisamos denunciar, julgar e punir esses destruidores de sonhos, vândalos da sociedade, assassinos de dignidade. Precisamos unir forças para acabar com esse sofrimento de milhares de mulheres todos os dias”, desabafa Dharleng Campos, afirmando que as campanhas e atividades precisam ser realizadas todos os dias e não apenas em datas de registros e leis ou eventos.

Alguns números

Os dados apontam que a cada dia cerca de 13 mulheres são assassinadas no Brasil.

O Ligue 180 recebeu mais de 560 mil ligações no 1º semestre do ano passado.

O Datafolha apontou que 40% das mulheres acima de 16 anos já sofreram algum tipo de assédio

Segundo o CNJ, 212.501 novos processos de violência doméstica foram abertos, somente em 2016, que foi um ano preocupante;

Ligue 180 registra em média, mais de 555 mil atendimentos;

Em média, a cada hora, 503 brasileiras deram queixa de violência física;

Uma em cada cinco mulheres sofreu ofensa, totalizando 12 milhões de vítimas;

Nada menos que 10% das brasileiras sofreu ameaça de violência física; 8% das mulheres foram vítimas de ofensa sexual; 4% das mulheres foram ameaças com armas de fogo ou facas e 3% (1,4 milhão) das mulheres levaram pelo menos um tiro;

O número de mulheres que afirmaram conhecer alguém que já sofreu violência praticada por um homem é de 71%. Em 2015, eram 56%.

Como denunciar

Vítimas de maus tratos e violência doméstica podem denunciar pelo fone 180. Esse é o fone da Central de Atendimento à Mulher e funciona 24 horas por dia. A ligação é gratuita e de pode ser feita de qualquer lugar do Brasil.

Em Campo Grande, a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher fica na Rua Brasília, S/N, Jardim Imá. O telefone é (67) 3314-7547. O local funciona de segunda a sexta-feira, das 08 às 12 horas e das 14 às 18 horas.

O local é conhecido como Casa da Mulher Brasileira e as ocorrências contam com total apoio de profissionais de diversas áreas, além dos serviços e atendimentos: Recepção, Acolhimento e Triagem; Apoio Psicossocial; Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher; 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; Promotoria de Justiça; Defensoria Pública; Serviço de Promoção de Autonomia Econômica; Brinquedoteca, Alojamento de Passagem e Central de Transportes (informações de 2017).