Contra reposição salarial governo alega que tem valorizado policiais e bombeiros

Contra reposição salarial governo alega que tem valorizado policiais e bombeiros

Para o presidente da AOFMS é um equivoco o posicionamento do Secretário de Estado.

Por Redação 31/10/2017 - 08:49 hs
Foto: Reprodução
Contra reposição salarial governo alega que tem valorizado policiais e bombeiros
Associações cobram mais "verdade" nas questões salariais

A Associação dos Oficiais Militares Estaduais de MS (AOFMS) participou da segunda audiência de Sessão de Mediação no Tribunal de Justiça de MS (TJMS), para tratar das perdas remuneratórias da categoria acumuladas desde 2015 e da correção salarial 2017. Também estiveram presentes as entidades representativas dos policiais e bombeiros militares ABSSMS, ASPRA e a AOCBM-MS.

 Na ocasião o TJMS, por intermédio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), realizou o procedimento de mediação processual entre o Poder Executivo Estadual e Associações Classistas.

 Representando o Governador Reinaldo Azambuja, o Secretário de Administração do Governo do Estado, Carlos Alberto de Assis, argumentou contra os interesses dos militares estaduais, sustentando que o governo tem valorizado a categoria ao conceder inúmeras promoções e ao entregar viaturas.

 Para o presidente da AOFMS é um equivoco o posicionamento do Secretário de Estado. “Entendemos que promoção funcional é um direito garantido em lei, independe de vontade de governo, e quanto às viaturas, só fizeram a reposição das viaturas velhas, sem condições de uso”, pontuou o coronel PM Alírio Villasanti.

 As entidades lembram que reposição inflacionária é um preceito constitucional e que no período já esta acumulada em 23% (IPCA). “Infelizmente as atitudes deste Governo mostram a falta de respeito e de valorização. Prova disso que agora está fazendo a reforma da previdência sem ouvir os servidores. Será mais um prejuízo entre muitos que já tivemos nos últimos três anos”, lamenta o presidente da AOFMS.

Na mediação, mesmo diante dos argumentos contundentes das Associações, não foi possível um acordo em relação ao pedido inicial de reposição salarial e perdas inflacionárias. Pelo governo foi apresentada a proposta de participação dos representantes das entidades em reuniões da Comissão de Reestruturação da Carreira dos Militares Estaduais. “Ainda não tem um prazo para ser apresentado e efetivado os trabalhos da tal comissão de reestruturação, é mais uma falácia”, disse o coronel Alírio Villasanti.