Governador poderá ter dias difíceis com os profissionais farmacêuticos

Governador poderá ter dias difíceis com os profissionais farmacêuticos

Triste realidade mesmo é a dos profissionais farmacêuticos de Mato Grosso do Sul.

Por Redação 03/07/2017 - 21:35 hs
Foto: Reprodução
Governador poderá ter dias difíceis com os profissionais farmacêuticos
Profissionais soltaram adesivos no MS

Triste realidade mesmo é a dos profissionais farmacêuticos de Mato Grosso do Sul. Isso porque, foi iniciada uma verdadeira mobilização para conseguir aprovar no Estado, o piso salarial para os profissionais da saúde de R$ 3.748,00, porém o projeto ainda não passa de um sonho para a categoria.

Com apoio e o entendimento de praticamente todos os deputados estaduais, encabeçados pelo deputado Paulo Siufi, o projeto de lei que fixa o novo piso salarial é fundamental e justo com os  profissionais que estão transformando a qualidade de vida e saúde em todos os municípios do Estado, muitas vezes atuando sem estrutura e reconhecimento no seu ambiente de trabalho.

No início do mês de março, lideranças do setor farmacêuticos realizaram na Assembleia Legislativa, a primeira audiência pública para debater o tema e alinhar os detalhes do referido projeto de Lei. De lá pra cá, o projeto já foi interpretado e teve debates calorosos no legislativo estadual, mas agora espera o posicionamento do Governo do Estado, já que, de acordo com a legislação, a iniciativa de tramitação do projeto da Assembleia deve ser feita pelo Executivo, ou seja, pelo governador Reinaldo Azambuja.

Com isso, o gabinete do deputado estadual Paulo Siufi realizou diversas reuniões, buscou orientação do jurídico do Governo do Estado, debateu com parlamentares, e chegou-se aos detalhamentos do projeto, enviando prontas todas as informações para que o governador Reinaldo Azambuja pudesse iniciar a tramitação legal do projeto de lei do Piso Salarial dos Farmacêuticos de MS.

Até o fechamento dessa matéria, não houve sequer um posicionamento do Governo do Estado e muito menos do próprio governador sobre o tema, na qual esse assunto também não é prioridade na pauta de bancada que apoia a gestão estadual.

Questionamentos e mobilizações

Com esse “descaso” com a classe, assim foi entendido pelos profissionais, estão sendo organizados novos manifestos e o governador deverá enfrentar uma dura luta de popularidade pela frente, se levada em conta a grande representatividade dos profissionais farmacêuticos no Estado e seus apoiadores, como acadêmicos, docentes e instituições.

A revolta dos profissionais que lutam pelo piso salarial justo veio à tona depois que a Assembleia Legislativa aprovou um projeto de Lei que prevê novas atribuições para os profissionais dentro do ambiente de trabalho, mas o reconhecimento e a valorização salarial para executar esse trabalho, não. Em resumo, os profissionais querem saber, “por que houve uma agilidade na tramitação de um projeto de lei que atende também os empresários e não há uma mobilização e apoio para outro projeto que atende e valoriza os trabalhadores farmacêuticos?” e também outros questionamentos tomaram conta dos debates, como “quer dizer que a Assembleia tramita e aprova um projeto que gera mais uma função nas farmácias e drogarias e agora vai para o governador para sancionar, e o governador não faz nada para que o farmacêutico tenha um salário justo para executar os trabalhos?.

O debate é longo e as ações deverão acontecer dentro dos próximos dias. Nos bastidores, muitos interpretam como “jogo político e atendimento empresarial”, quando os projetos de interesse são realizados para um lado e o trabalhador sofre do outro. Mas os farmacêuticos são muitos em todo o Estado e no próximo ano terá eleição para o Governo do Estado e os profissionais prometem uma guerra contra a gestão estadual e seus aliados, caso o projeto não saia da gaveta do governador Reinaldo Azambuja.

Uma petição virtual mobiliza os farmacêuticos e toda a sociedade para o assunto. Para saber mais detalhes desse debate e assinar, acesse: https://goo.gl/U8Q4Un.