Dharleng Campos: vereadores avaliam abrir CPI para apurar aumentos abusivos nas contas de energia | Diario CG
  • quinta, 21 de fevereiro de 2019
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Vereadora participou de audiência pública Reprodução

Dharleng Campos: vereadores avaliam abrir CPI para apurar aumentos abusivos nas contas de energia

26/01/2019

Vereadores de Campo Grande pretendem abrir Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os aumentos excessivos nas contas de energia elétrica,  que geraram centenas de reclamações de consumidores neste mês. Em reunião na manhã desta sexta-feira (25), na Câmara Municipal, parlamentares, órgãos de defesa do consumidor, Ministério Público, Defensoria Pública cobraram providências e informações sobre os cálculos. 


Ainda, foi solicitada a suspensão das cobranças excessivas nas contas de energia elétrica até que seja feita análise técnica e revisão dos valores. O debate foi proposto pelo vereador Valdir Gomes e a Comissão Representativa dos vereadores durante recesso parlamentar. Participaram da reunião os vereadores Dharleng Campos, Dr. Livio, Pastor Jeremias Flores, Dr. Wilson Sami, Delegado Wellington, Gilmar da Cruz, Veterinário Francisco, Betinho e Otávio Trad.  


"Temos que atender a população. Um pai de família já não aguenta mais pagar essa conta", disse a vereadora Dharleng Campos.


Os vereadores não concordam com o parcelamento dos aumentos abusivos nas contas de energia elétrica, única proposta aceita até agora pela Energisa. O vereador Valdir Gomes disse que a concessionária de energia elétrica não pode agir de forma soberana, diante da negativa em promover a suspensão das cobranças até a revisão dos valores contestados. “Não vamos aceitar soberania da Energisa, vamos abrir CPI”, manifestou. 


A vereadora Dharleng Campos ainda reiterou os encaminhamentos para abertura de CPI, diante das incoerências das contas elevadas, que surpreenderam a população. Ela recebeu também centenas de reclamações e citou o caso do morador de uma quitinete que pagou R$ 200 em dezembro, mas viu o valor da conta subir para quase R$ 600 agora em janeiro, tendo apenas geladeira e televisão em casa. “Como se comprova esse aumento no consumo se os equipamentos são os mesmos? A população não sabe o que paga, as especificações na conta não são claras”, disse. Ela cobrou ainda a suspensão das contas abusivas até a revisão.  


Assim como os colegas, o vereador Betinho falou das dibersas reclamações que recebeu. “Uma pessoa, por exemplo, pagava cerca de R$ 30 e, na fatura que vence em 11 de fevereiro, foi cobrada em R$ 1,2 mil. Como justificar aumento de tamanha natureza? Com certeza tem algo errado”, disse. Ele mencionou ainda a necessidade de suspender a cobrança e melhorar o serviço.  


O coordenador comercial da Energisa Jonas Ortiz, que representou a concessionária na reunião, disse que todas as reclamações de consumidores serão analisadas caso a caso, mas descartou a possibilidade de suspender as contas relativas ao último mês. Ele alegou que todas as cobranças averiguadas até agora, diante de questionamentos feitos pelos consumidores, estão corretas. Manteve apenas o posicionamento de garantir o parcelamento, conforme conversa anterior com o Procon. 


Quanto aos questionamentos, ele justificou que houve aumento de consumo diante do calor registrado nos últimos dias. “Dezembro de 2018 foi o mais quente desde 2006. Tivemos 13 dias com recorde de consumo. E janeiro deste ano é o mais quente do século. Já registramos dez recordes de consumo. Essa onda de calor provoca elevação no consumo e mais as cobranças nas contas”, disse. Ele alertou ainda que a tendência é que a próxima fatura também venha com valor elevado, diante do consumo maior.



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