Na Câmara de CG, mulheres cobram mais espaço na política

Na solenidade, diversas mulheres foram homenageadas em reconhecimento aos relevantes serviços prestados a sociedade campo-grandense.

Por Redação 13/03/2018 - 20:30:00 hs
Foto: Assessoria
Na Câmara de CG, mulheres cobram mais espaço na política
Vereadora Dharleng Campos conduziu os trabalhos

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande celebraram o Dia Internacional da Mulher com a entrega da Medalha “Celina Martins Jallad”. Na solenidade, diversas mulheres foram homenageadas em reconhecimento aos relevantes serviços prestados a sociedade campo-grandense.

“Somos força, coragem, elegância, belezas, guerreiras, bravas, somos alegria e, em muitos momentos, tristeza. Somos emoção e temos infinitas qualidades, e não dependemos de nada nem ninguém para nos motivar. Mas, às vezes, precisamos usar essas qualidades a nosso favor para fazermos a diferença em um mundo que depende muito de nós”, discursou a vereadora Dharleng Campos, uma das proponentes da solenidade.

A solenidade em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado anualmente em 8 de março, foi instituída na Casa de Leis por meio das Resoluções nº 1.056/05, 1.069/07 e 1.169/13. As homenagens foram realizadas no Plenário Oliva Enciso, local que leva o nome da primeira mulher vereadora de Campo Grande, que presidiu a Casa de Leis de 05 a 28 de janeiro de 1958 e em 1959.

Outra vereadora da Casa, a Enfermeira Cida Amaral cobrou maior participação da mulher na política. “As mulheres, atualmente, ocupam menos de 10% dos cargos públicos, enquanto são mais de 51% da população votante. É claro que a conta não bate: somos maioria dos eleitores e minoria de agentes políticos. Precisamos de paridade na política. Temos valorosas mulheres que podem abrilhantar o campo político com dinamismo, inovação e muita força de luta”, afirmou. 

Falando em nome das homenageadas, Elezita Santos de Oliveira Vercelino lembrou os vários tipos de violência sofridos pelas mulheres, que, mesmo em pleno século 21, ainda vivem em uma sociedade machista. “A mulher espera que seus direitos sejam respeitos, que a violência sofrida por ela seja exemplarmente punida: assédio sexual, violência física, violência verbal, pressão psicológica no trabalho. Muitas ainda são submissas em seus lares, sendo vistas, vejam só, como sexo frágil”, lamentou.