Equipe de Bolsonaro nem assumiu e já fala em mudar a atuação do Sistema S | Diario CG
  • terça, 19 de março de 2019
  • |
  • 15:46
cmcg
iptujaneiro2019
Evento Rota do Desenvolvimento é um dos projetos apoiados pelo Sistema S em MS Reprodução

Equipe de Bolsonaro nem assumiu e já fala em mudar a atuação do Sistema S

04/11/2018

Os jornais de todo o país anunciaram neste fim de semana que o novo governo federal, leia-se o grupo liderado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, poderá mexer no modo de atuação do Sistema S. Segundo fontes ligadas ao novo presidente e ao seu "braço direito na economia", Paulo Guedes, "como o Sistema S funciona hoje em dia, ele está com os dias contados".


Mas quem está com projetos ou tem negócios com o Sistema, não precisa se preocupr. Pelo menos por agora. De acordo com os rumores da equipe de transição, o Sistema S não será extinto, mas será transformado para melhor. Entre as mudanças previstas está o fim de patrocínios que nada tenham a ver com a formação e capacitação de trabalhadores e novos empreendedores, exemplifica a notícia na mídia nacional.


Atualmente o Sistema S atua fortemente na formação de mão de obra qualificada, apoio a eventos que geram negócios, formação de novos empreendedores, formalização de empreendedores e tem um milionário pacote de publicidade para utilizar ao longo do ano.


Garantia dos recursos


Em fevereiro deste ano, um decreto assinado pelo presidente Michel Temer obrigou a reserva dos recursos da qualificação dos trabalhadores rurais pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para as entidades patronais do setor agrícola: 5% para o financiamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e outros 5% para as federações estaduais.


A Senar integra o Sistema S. Esse modelo de transferência segue o que já existe em outros setores, como indústria e comércio. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), a soma das receitas diretas e indiretas das 11 organizações do Sistema S ultrapassou R$ 24,3 bilhões em 2017. Além disso, segundo levantamento do jornal Valor Econômico, as confederações nacionais e federações regionais de indústria e comércio receberam em 2016 quase R$ 1 bilhão em repasse público do Sistema S para administrar das entidades.


O assunto é polêmica e por diversas vezes, no plenário do Congresso Nacional, parlamentares já se estranharam sobre a atuação do Sistema S no Brasil. Levantamento feito, rapidamente neste fim de semana pelo jornal DiárioCG, o presidente eleito deverá encontrar problemas e uma briga grande com os empreendedores de todo o país, principalmente se mexer na estrutura do SEBRAE. A opinião de empreendedores que enxergam no órgão um verdadeiro parceiro, é que "o novo presidente do Brasil deveria ampliar a atuação do Sebrae e não misturar a gestão do órgão com outros casos de gestão errada e que prejudicam os cofres do país".


O DiárioCG vai abordar novamente esse assunto no decorrer dos dias. Fazem parte do sistema S: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); Serviço Social do Comércio (Sesc); Serviço Social da Indústria (Sesi); e Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac). Existem ainda os seguintes: Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop); e Serviço Social de Transporte (Sest); e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).



COMPARTILHE PARA SEUS AMIGOS:

Ministério da Saúde - Vacina